Homem Elefante

LP12 Vinil (Lovers & Lollypops)

Available from 01/07/2013

15.00 €

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RIDING PANICO

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2013

 
Há pessoas que gostam de entrar no Guinness World of Records, ao fazer coisas extraordinárias, como montar a maior onda do mundo (um recorde registado até em Portugal). Mas o surf não é para todos os gostos. Há quem ache que é para betinhos, para os meninos ricos. Assim, há também aqueles que gostam de montar o pânico, aqueles que agarram o pânico pelos colarinhos e o domam como o leão que é. Coisa de macho. Há gente para tudo. Não é preciso ter a barba mais longa do mundo, nem as maiores tatuagens, basta apenas, perdoe-se o pleonasmo, saber lidar com o caos, com a toda a desordem e medo que aflige o ser, seja ele um homem ou um elefante.
 
Não é nada fácil. É um trabalho sujo, mas alguém tem de o fazer. Construir música catártica sem vozes e letras, trazer a ordem no meio do caos dos furiosos instrumentos (Parece que Perdeste Alguém), lidar com realidades sérias com pezinhos de dança (Código Morte), e ainda jorrar beleza para o feio mundo (o single Dance Hall, e o seu gracioso vídeo), não é, de facto, para toda a gente.
 
Depois de dois EPs e um álbum editado, uma senhora cobra (Lady Cobra, 2008), o freak show dos Riding Pânico continua com um senhor elefante – Joseph Merrick e David Lynch ficariam orgulhosos – que coloca o ouvinte a contemplar um locus horrendus nada típico nos dias que correm.
 
Do serpenteante Monge Mau ao dissonante Nunca Digas Banzai, da correria elétrica de Zulu à caixinha de surpresas sonoras de Blueberry Surprise, Homem Elefante é um disco estonteante, maior que a tal onda de não sei quantos metros surfada por não sei quem.
 
Gravado nos Black Sheep Studios (donde saiu por exemplo Heavy Water dos Katabatic), por seis misters danados (Carlos BB, Makoto Yagyu, Jorge Manso, João Nogueira, Shela e Fábio Jevelim), cuja cor de código respetiva não sabemos (estamos a falar de Quentin Tarantino agora), o disco chega com aquela ânsia de compensar por todo o tempo entretanto passado – lembre-se que encontramos nos Riding Pânico elementos que fazem parte de outros projectos, como Paus, If Lucy Fell e Men Eater.
 
Com “rock de expansão mental” (como os próprios categorizam o seu som) capaz de esticar o cérebro ao limite (e quem sabe até de abrir o mar vermelho), Homem Elefante é o disco que faltava para vincar o nome dos Riding Pânico na mente das massas (pelo menos naquelas com disposição e abertura suficiente para embarcar tamanho volume de pânico). Definitivamente, com Homem Elefante o pânico está no ar. E nós gostamos. Gostamos muito. - João Moura

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